Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) alertam que o número de diagnósticos de câncer vai passar de 14 milhões para 22 milhões ao ano em duas décadas. Algo em torno de 50% a mais. Os números estão no relatório anual da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), que pertence à OMS, que analisou documentos de mais de quarenta países.

O relatório aponta que o aumento reflete o envelhecimento da população, em especial nos países em desenvolvimento. Cerca de 60% dos casos foram registrados na América do Sul, América Central, África e Ásia.

Destaque para o câncer de pulmão, reflexo do alto índice de fumantes, principalmente em países mais pobres, que registrou em 2012, 13% de todos os novos casos. Em seguida, estão os cânceres de mama (11,9%), intestino grosso (9,7%), fígado (9,1%) e estômago (8,8%).

A OMS alerta ainda que os homens são mais atingidos do que as mulheres, com 53% dos casos e 57% das mortes. Entre eles, os tumores mais cons em 2012 foram os de pulmão (16,7%), próstata (15%), cólon e reto (10%) e estômago (8,5%). Já entre as mulheres: mama (25,2%), cólon e reto (9,2%), pulmão (8,7%) e colo do útero (7,9%), estão entre os mais letais.

Os números reforçam a importância do aumento de projetos de prevenção. Entre os investimentos básicos estão a vacinação contra a hepatite B, que contribui para a reduzir a incidência de câncer de fígado, além de programas de combate ao tabagismo, sedentarismo e obesidade.